Hi everybody! Aqui é a Ana Luiza, e hoje começo uma série voltada para a pronúncia do idioma inglês. Há pouco tempo, uma pesquisa feita aqui no site mostrou que pronúncia e a habilidade de falar são áreas nas quais muita gente quer ajuda – e com razão, já que exercícios e estudo de gramática podemos fazer até trancados no quarto e isolados do mundo, mas na hora da conversa ao vivo é a fala que aparece!
Um dos maiores desafios de quem começa a aprender uma nova língua é conseguir, de fato, FALAR a língua. É comum professores de inglês receberem novos alunos que até se viram bem na leitura, mas sentem dificuldade na hora de dizer coisas básicas como What’s your name? Outros chegam e já dizem: Eu não consigo falar. Quando o professor começa a conversar com o aluno, vê que ele consegue sim – só que a inibição toma conta e a própria pessoa se convence que não consegue.
Línguas diferentes, sons diferentes
Com exceção daquelas pessoas que têm um talento natural para idiomas, pronúncia e fala de uma língua estrangeira não são algo fácil. Veja alguns exemplos relativos ao português e o inglês onde o bicho pega
de vez em quando:
- Há sons em um que não existem no outro (o th do inglês e o ão do português – é, americanos e companhia também sofrem quando resolvem aprender nossa língua!)
- A pronúncia e a ênfase que damos a certas letras/sons simplesmente muda no inglês. Para dar um exemplo, sabe o -que (som de ke) e o -qui (som de ki) no fim de certas palavras do português? Mesmo quando não são a sílaba tônica (a sílaba que tem a ênfase) como em embarque, fraque e cáqui, os sons ke e ki são sempre bem marcados na nossa fala.
Então quando chega a hora de falar palavras inglesas como Mark, black e drink, nossa tendência natural é dizer (exagerando um pouco) “márqui”, “bléki” e “drinki” ao invés do som de k super curto e que fica meio “pendurado no ar” – aquele que um falante nativo produz.- A fala certinha que aprendemos na escola não é a dos nativos: sabe quando aqui no Brasil dizemos “ce tá” em vez de “você está”, ou quando “engolimos” o começo ou o fim de uma frase? O pessoal do inglês faz a mesma coisa. Eles engolem, abreviam, encurtam, emendam, omitem palavras – tem de tudo.
Ufa! O que escrevi não é para desencorajar ninguém – qualquer pessoa motivada pode, sim, aprender a falar inglês (em voz alta e com outras pessoas!) e muito bem. O objetivo disso tudo foi apenas ilustrar alguns aspectos aos quais nós, Portuguese speakers, temos que dar atenção na hora de passar o que aprendemos no papel, em lições, exercícios e leituras, para a fala.
E esse artigo serve também para dar o pontapé inicial na série sobre pronúncia, onde pretendo abordar de maneira bem prática as confusões e erros mais comuns que observo em alunos.
Acontece com todo mundo
E para provar que não são só os brasileiros que passam dificuldade, veja só esse comercial hilário da escola de línguas Berlitz, que brinca com a dificuldade dos alemães de pronunciar o som TH. Para quem nunca ouviu um alemão falando inglês com sotaque bem forte, aqui vai um exemplo: a frase “This is what I think” (Isso é o que acho/penso) sairia mais ou menos: “Ziz iz what I sink”.
A cena envolve um diálogo entre um tripulante de uma embarcação e o pessoal da guarda costeira alemã, e a brincadeira envolve justamente as palavras sinking (afundando) e thinking (pensando).
Não entendeu o comercial? Veja a explicação:
A piada gira em torno da confusão entre sinking (afundando) e thinking (pensando) – o tripulante da embarcação diz “We’re sinking” (Estamos afundando), e o alemão (que pronuncia TH com som de S) acha que o outro está dizendo “We’re thinking” (Estamos pensando.)
Transcrição e tradução do diálogo
(pessoas na sala de controle conversam em alemão)
(voz do rádio) – Mayday, Mayday. Can you hear… (ruído de interferência)… Over. We are sinking! We are sink… (interrompido)
(guarda alemão) – Hello! This is the German Coast Guard.
(voz do rádio) – We’re sinking! We’re sinking!
(guarda alemão) – What are you… thinking about?
(pessoas na sala de controle conversam em alemão)
(voz do rádio) – Mayday, Mayday. Você está ouvindo… (ruído de interferência)… Câmbio… Estamos afundando! Estamos afund… (interrompido)
(guarda alemão) – Alô! Aqui é a guarda costeira alemã.
(voz do rádio) – Estamos afundando! Estamos afundando!
(guarda alemão) – Sobre o que vocês estão… pensando?
Quais são as suas dificuldades na hora de falar/pronunciar inglês? Deixem seus comentários, e aguardem o próximo artigo com várias dicas sobre como dar uma alavancada na prática do inglês falado.
Realmente é o th que mais causa transtornos na hora de falar.
Acho que o meu maior problema é que ainda não consigo pensar em inglês. Ainda penso em português, traduzo os pensamentos para o inglês, para depois falar. Acredito que por isso não consigo falar naturalmente tudo o que se passa pela minha cabeça.
Tenho mais facilidade para escrever, depois para entender e o mais difícil mesmo é se comunicar.
Ana
Thanks a bunch for this post! I’m sure this new series of articles on pronunciation will be very helpful to all of us!
Realmente a pronúncia é um dos nossos maiores desafios no aprendizado do inglês.
O que tenho experimentado no meu aprendizado – e no dos meus alunos – é que uma boa pronúncia exige muito treino de “listening”.
E por isso devemos nos expor o máximo possível ao inglês falado por nativos (e não nativos também!).
Cheers,
Rogerio
[...] everyone! Aqui é a Ana Luiza, e hoje venho com um artigo que dá sequência ao da semana passada, onde introduzi uma série sobre fala e pronúncia inglesa. Dessa vez escrevo sobre algo que acontece com frequência durante o aprendizado de uma [...]
quero saber pq it out (a pronuncia iraut e nao it aut)
eh osso de pronunciar ins’t easy!!!!!
Hello Ana.
Sempre tive dificuldade com Inglês isso me preocupa muito. Iniciei o curso de Inglês e cada dia mais estou inibida por não consegui pronunciar corretamente as palavras, meu sotaque é forte acabo falando baianês (Sou Baiana). Não consigo colocar a língua entre os dentes, por exemplo, (dizer think e thank). Ajude-me !
Olá Ana. How are you? I´m fine :)
Queria agradeçer por dar oportunidade de apreciarmos o seu trabalho. Acho que todo ele tão completo que mostra a forma como trabalha e pensa o que deve ser o aprendizado do inglês se torna mais fácil de decidir se devemos ou não comprar o curso.
Pessoalmente acho que sim. Você é sem dúvida uma excelente professora, nota-se que anda sempre a pesquisar a tentar ser cada vez melhor e ensentiva muito a quem aqui passa. Se o ensino se resumisse a si talves o mundo não tivesse com uma lacuna de pobreza tão grande porque as pessoas iriam perceber o quanto é importante os estudos e o quanto pode ser divertido e bom.
Obrigado uma vez mais :)