Como Falar Inglês, Lição 7: E a gramática? – Inglês Online

Como Falar Inglês, Lição 7: E a gramática?


Sabe quando dizem que o dinheiro é a causa de todo o mal do mundo? Bom, dinheiro é um monte de papel que por si só é totalmente inofensivo. Agora, o que se faz pelo dinheiro e com ele é outra estória.

Gramática é a mesma coisa. Ela não faz mal nenhum por si só. O grande problema é quando colocamos as nossas esperanças de chegar à fluência em cima da gramática, e gastamos a maior parte do nosso tempo dedicado ao inglês
com ela.

Como assim, gramática não leva a falar?

Talvez pareça estranho pra você questionar a utilidade da gramática. Desde o começo do seu curso de inglês você estuda gramática. No livro, cada unidade tem uma seção razoável dedicada às regras e a exercícios de aplicação. Se está lá, é porque deve ser importante, não?

Hmm. Agora olhe à sua volta e conte quantas pessoas você conhece que fazem curso de inglês tradicional e que falam com alguma desenvoltura, no nível em que elas estão mesmo. Se você não conseguiu pensar em ninguém, é por aí mesmo.

Memorizar, entender através de raciocínio funciona muito bem para matemática e outras ciências que você não tem que aplicar na velocidade de uma conversa ao vivo. Quando você vai fazer uma conta, você senta, pega papel e lápis, pensa… Nem isso, você pega a calculadora mesmo e ela aplica a matemática por você.

Como eu disse numa lição anterior, língua é algo complexo demais para você querer decorá-la inteira e querer que ela saia automaticamente na hora da conversa. Ao mesmo tempo, a simplicidade da língua é que você pode ouvi-la (ao contrário da matemática) e adquirir o “grosso” inconscientemente.

O hábito da gramática está tão enraizado que se alguém chegar e disser “Jogue todas as gramáticas fora. Você nunca mais vai estudar gramática” talvez pareça que de repente o chão desapareceu. Você não precisa fazer isso, é claro… Não precisa mudar nada, se não quiser. Apenas saiba que estudo de gramática não resulta em fluência: o que acaba resultando em fluência é muito input compreensível ao longo do tempo.

Como isso se traduz para a prática?

  • Você não passa mais tempo estudando gramática e/ou fazendo exercício do que fazendo listening
  • Você acha a regrinha de “quando que a consoante dobra nos
    verbos” interessante, mas sabe que só vai automatizar isso na escrita
    lendo bastante
  • Na sua aula particular, você não passa a maior parte do tempo ouvindo teoria de gramática
  • Você não está mais preocupado com que gramática comprar do que com a qualidade do áudio que está ouvindo

Gramática serve como uma referência. Para pessoas mais curiosas (como eu, por exemplo) é legal entender a regra. É interessante às vezes reconhecer as regrinhas à medida que
a gente ouve e adquire a língua. Gramática também é bom para refinar certos pontos que, mesmo tendo ouvido bastante, ainda não estão claros. Na hora de escrever, as regras também são úteis. E… é isso.

Vá para o Checklist (resumo dos passos principais)

Ou
para as anteriores:

Lição 0

Lição 1

Lição 2

Lição 3

Lição 4

Lição 5

Lição 6

  • Edifran says:

    Gostei muito das dicas! Eu ja venho fazendo listening ha um bom tempo, mas somente (no maximo) 30 minutos por dia! Eu escuto o mesmo texto por esse tempo! Mas algumas vezes, eu me deparo com frases em ingles que nao sei aonde a pessoa comecou e aonde terminou! kkkkk Americano junta tudo! Existe alguma maneira de aprender isso?

    • Olá, Edifran

      A melhor forma de internalizar o vocabulário e melhorar a sua compreensão é continuar reforçando o listening mesmo, quanto mais melhor.
      O que você pode fazer caso a parte que você não conseguiu entender seja fundamental para a compreensão ou continuidade do áudio é pausar e voltar algumas vezes naquela parte, mas mesmo assim o ideal é seguir em frente, por isso a recomendação de entender pelo menos 80% do áudio.
      Sucessos e bom listening.

  • “língua é algo complexo demais…” – Ana X.

    Eu concordo! Hoje eu acredito que ciências humanas (linguagens) é mais complexa que ciências exatas (bem mais!), em exatas há lógica, em humanas, há somente o caos tentando formar o universo, onde 2 + 2 pode ser 4, 6, 3, 0, -1, N ou nada. Depois de assistir seu vídeo sobre IN/ON (pensa em um problema que eu tinha no uso deles) eu acabei concordando que realmente é necessário ignorar a ‘lógica’ no estudo de linguagens de comunicação.

    Sou engenheiro de software e consigo aprender uma nova linguagem de programação em poucas semanas (mesmo 99% do conteúdo de estudo sendo em inglês), mas a língua inglesa mesmo, venho arrastando há um bom tempo, vou aplicar suas dicas e retornar com meu feedback no futuro. Obrigado, por compartilhar seu conhecimento (e parabéns pelo APP na PlayStore, é de excelente qualidade!).

    • Ana Luiza says:

      Obrigada Chinnon – ótimo saber que você está usando e gostou da app!!
      É isso aí… A gente não aprende idioma da mesma maneira que matemática :)

  • Alexandre Neves says:

    Ana X

    Olha , que maximo.as 7 dicas para o listening to …
    Achei great !! Nunca tinha lido nada parecido . Obrigado por dedicar seu precioso tempo para fazer este check list .
    Ate …

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