A vida de uma brasileira atrás do avental em Dublin

By Ana Luiza | Lições de Inglês

Mar 11
Inglês - A vida de uma brasileira atrás do avental em Dublin

Hi everyone! Hoje a Paula Albocino conta um pouco sobre sua vida de brasileira em Dublin, Irlanda. Quando a gente não sabe inglês passa por uns apertos, mas depois sempre tem estória boa para contar. Se você mora em país de língua inglesa e quer falar sobre sua experiência, escreva para mim clicando em Contato lá no topo da página.

Enquanto morei em Dublin, de agosto de 2007 a abril de 2009, trabalhei como garçonete em diversos bares e restaurantes da cidade. Entre eles estão o Lemon Jelly, a The Church e o Gary Rhodes, e o último foi o restaurante da Guinness Storehouse.

Atualmente moro em Londres e não trabalho mais como garçonete, mas tenho boas recordações da minha vida atrás do avental.

Trabalhar como garçom é muito cansativo, mas compensa por causa das tips (gorjetas). Eu lembro que conseguia pagar meu aluguel e ainda as cervejas somente com as gorjetas que ganhava. Os Irlandeses são bem generosos, principalmente com quem sorri e puxa conversa com o cliente – o que geralmente não é problema para brasileiro.

Em uma dessas conversas com uma cliente no Lemon Jelly, ela me pediu um ashtray. Eu tinha acabado de chegar, não tinha idéia do que era ashtray. Pedi para ela repetir e ela disse novamente “ashtray”. Eu não queria perguntar para ninguém porque poderia ser algo que eu já deveria saber. Afinal, segundo o meu CV, eu tinha anos de experiência como garçonete. Perguntei para uma espanhola que era mais simpática e ela me mostrou o que era. A mulher já estava terminando o cigarro quando eu finalmente entreguei o cinzeiro a ela.

No restaurante Rhodes, que fechou em 2009 por causa da crise, também passei por apertos. O local era bem chique e tínhamos que abrir o vinho naa pint of beer frente do cliente e ainda manter a pose. Perdi as contas de quantas rolhas eu quebrei e foram parar dentro das garrafas daqueles vinhos caríssimos. Pior ainda era abrir vinho com tampa de enroscar… eu não conseguia mesmo! Uma vez o cliente cansou de esperar e pegou a garrafa da minha mão e abriu em um segundo. Quase morri de vergonha!

O meu último e pior aperto passei em um evento super chique dentro da fábrica da Guinness. Eu carregava uma bandeja com umas cinco pints (pint = pouco menos de meio litro) de Guinness e fui servir uma mesa redonda, entregando um copo de cada vez. Quando eu me inclinei um pouco para entregar o pimeiro copo, os outros quatro que estava na bandeja em cima da minha outra mão viraram todos em cima das costas de um dos convidados.

A minha sorte é que a supervisora não estava por perto! Eu pedi mil desculpas, e ajudei a enxugá-lo. Os outros convidados da mesa davam risada, já que estavam todos um pouco bêbados. O homem acabou levando na boa e quando eu fui entregar a próxima rodada de bebidas ele se afastou: “Entrega lá pelo outro lado da mesa”, brincou ele.

Vida de brasileiro no exterior não é fácil, mas agora quando eu lembro dou risada. Valeu a pena morar no exterior e trabalhar como garçonete, mesmo pagando mico!

Paula Albocino atualmente mora em Londres e trabalha para os cursos de inglês online Englishtown  Twitter: @palbocino e @englishtownbr

 

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About the Author

Ana Luiza criou um blog de dicas de inglês em 2006, e depois de muito pesquisar o que faz alguém ganhar fluência numa segunda língua, criou seu primeiro curso de inglês em 2009.

  • aff says:

    eu não gostei não o kra da da risada provavel de escarnio e diz se entrega do outro lado ava…não fala serio.com todo respeito eu não gostei nem um pouco

  • nossa says:

    kkk estória mesmo

  • Ana Luiza says:

    Francisco, “behind the apron” está bem..

  • francisco pinheiro de oliveira says:

    how I could say ‘‘ATRAS DO AVENTAL’‘,BEHIND APRON ‘’

  • Osvaldo Junior says:

    “Vida de brasileiro no exterior não é fácil.” – Esta frase serve de alerta para todos que pensam em ir para o exterior.
    Tem que saber bastante pra pagar mico e se não saber, aí deve pagar um moooonte, rssss.
    É melhor aprendermos muitas coisas aqui antes de sair.

  • MARLI DIAS DA SILVA says:

    Adorei a história da Paula Albocino. Eu fiquei só dois meses em Londres e paguei vários micos. Na hora é horrível, depois a gente dá risada e toca em frente.

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